"RESQUÍCIOS DEPRESSIVOS, SUJOS E NOJENTOS" trata-se de textos onde exponho de forma irônica, metafórica, crítica e subversiva a condição humana. Esse blog pode causar estranhamento e até mesmo raiva, pois mistura o real com o fictício sem embelezamentos, indo a fundo no que o ser humano tem de pior: a ignorância, a covardia, os tormentos, a utilização da sexualidade de forma desrespeitosa, os vícios, a solidão, etc. Qualquer semelhança entre fatos e os textos aqui presentes é mera coincidência. As características do texto não representam necessariamente o ponto de vista do autor que vos escreve.

Respeite a arte! Ao reproduzir em outros lugares a obra de algum artista, cite o autor. Todos os textos aqui presentes foram escritos por Mao Punk.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

FÁBULA CONTEMPORÂNEA

E o lobo correu atrás do porquinho desfavorecido. O porquinho correu, correu, correu... Correu até chegar à ocupação na qual morava. Entrou e fechou a porta. Então o lobo gritou:

- Abra essa porta, porquinho!
- Não abro, não!

O lobo, injuriado, recorreu à Justiça e conseguiu uma ordem de despejo. O porquinho teve que sair da ocupação apanhando da polícia canina. Passado esse apuro, para que o lobo não o comesse, o porquinho desfavorecido buscou abrigo no barraco do porquinho suburbano.

Mas o lobo não desiste de suas presas. Encontrou o barraco, ficou à porta e percebeu que os dois porquinhos estavam lá dentro. Então o lobo gritou:

- Abram essa porta, porquinhos!
- Não abrimos, não!

Na hora em que o lobo pensou em chutar o pau do barraco, a polícia canina invadiu o morro em uma ação pacificadora, expulsando todo mundo da favela. Nessa confusão toda, os porquinhos tiveram que se mudar para a casa do porquinho da casa de tijolos. E o lobo já tinha criado uma obsessão pelos porquinhos. Foi atrás!

Dentro da casa de tijolos estavam o porquinho desfavorecido, o porquinho suburbano e o porquinho dono da casa. O lobo já estava do lado de fora, à espreita, esperando que eles saíssem do lar para que pudesse fazer seu banquete. Cansado de esperar, resolveu gritar:

- Abram essa porta, porquinhos! Eu estou aqui!
- Não! Nós não abrimos, não!

O lobo pensou em arrombar a porta, mas analisou bem e resolveu ir embora.

No dia seguinte, enquanto os porquinhos estavam dentro da casa de tijolos, a terra deslizou! Era uma área de risco. A avalanche de lama afundou a casa e os porquinhos.

Moral da história: Quem muito quer, se vira! Quem nada tem, se fode!

2 comentários:

  1. É bem isso mesmo...
    Infrlizmente!

    ResponderExcluir
  2. Mao, sobre o teu comentário no meu blog... realmente não é ficção (ou é, em partes). Eu realmente vou até a pista de corrida do campus universitário aqui da minha cidade quase todo dia, e na última terça feira começei a 'conversar' dentro de minha cabeça e o que eu fiquei imaginando foi o que escrevi. Queria realmente que aquilo acontecesse, mas é bastante improvável.

    Aquele garoto a quem me refiro, foi um capítulo lindo na minha vida, mas infelizmente, antes de mim, ele teve outra pessoa que sempre esteve como uma sombra entre nós, e hoje ele admite isso pra ele mesmo e tenta recuperar esse amor que ele nunca esqueceu!

    De mim, restam esses pedaços que eu posto lá no blog!

    Muito obrigada pelo carinho, e por acompanhar as minhas verdades =)

    Beijão.

    ResponderExcluir